Londrina prevê reconstrução do Parque Daisaku Ikeda com projetos em BIM

A Prefeitura de Londrina, no Paraná, abriu uma licitação para contratar os projetos de arquitetura e engenharia da reconstrução do Parque Ecológico Dr. Daisaku Ikeda. A unidade de conservação está interditada desde 2016, quando foi atingida por danos provocados por fortes chuvas. A proposta agora é desenvolver, de forma integrada, as soluções necessárias para recuperar o espaço e reorganizar sua estrutura de visitação.
De acordo com informações publicadas no Blog da Prefeitura de Londrina, a Concorrência Eletrônica nº 17/2026 tem valor máximo estimado em R$ 411.376,00. O edital prevê a contratação de projetos para diferentes áreas do parque, incluindo circulação, lazer, paisagismo, acessibilidade e infraestrutura.
O que está previsto no projeto do parque
Entre os elementos listados estão caminhos, trilhas, calçadas, mirantes e estacionamentos. A contratação também contempla passarelas ou uma ponte para pedestres, praças, playground, tirolesa e mobiliário urbano. O conjunto indica uma intervenção que deverá combinar recuperação da área natural com a criação de equipamentos voltados à permanência, ao lazer e à circulação segura dos visitantes.
Além dos espaços construídos, os projetos deverão apresentar soluções de paisagismo e acessibilidade. A organização desses componentes será importante para definir como diferentes usos poderão conviver dentro da unidade de conservação, desde os percursos em meio à vegetação até as áreas de encontro e os equipamentos recreativos.
A reconstrução também tem relação com a recuperação de um espaço público de interesse ambiental e turístico para Londrina. Como o parque permanece fechado desde 2016, o novo planejamento deverá considerar as condições existentes, os impactos das chuvas que provocaram a interdição e a necessidade de estruturar novamente os ambientes destinados à visitação.
Uso do BIM busca integrar as disciplinas
Um dos principais requisitos da licitação é a utilização da metodologia BIM, sigla em inglês para Building Information Modeling, na elaboração de quase todos os projetos. O sistema permite organizar, em um modelo digital integrado, informações de diferentes disciplinas envolvidas em uma obra, como arquitetura, estruturas, infraestrutura e paisagismo.
No caso do Parque Daisaku Ikeda, a exigência pode contribuir para compatibilizar os projetos de trilhas, passarelas, praças, instalações e demais equipamentos antes das futuras etapas de implantação. A integração também favorece a identificação antecipada de conflitos entre soluções e oferece uma base mais organizada para o planejamento, a execução e a manutenção dos espaços projetados.
A adoção do BIM não representa, por si só, a execução imediata das obras. O objeto da concorrência é a elaboração dos projetos necessários à reconstrução. A partir desse trabalho, o município deverá contar com uma definição mais detalhada das intervenções, dos ambientes e das soluções técnicas que poderão orientar as etapas seguintes.
Projeto conceitual foi doado ao município
Segundo a publicação da administração municipal, o projeto conceitual que orienta a intervenção foi doado à Prefeitura de Londrina em 2024 pela empresa Artesano Urbanismo. A nova contratação deverá avançar sobre essa referência, desenvolvendo de maneira completa e integrada os projetos de arquitetura e engenharia necessários para o parque.
Essa etapa é relevante porque um projeto conceitual apresenta diretrizes gerais, enquanto a contratação anunciada deverá detalhar os componentes que formarão a futura intervenção. O escopo inclui não apenas os elementos de desenho urbano e paisagismo, mas também as soluções de infraestrutura, acessibilidade e organização dos fluxos de visitantes.
Licitação tem cronograma indicado no edital
A informação divulgada pela Prefeitura registra que a sessão eletrônica da Concorrência nº 17/2026 estava prevista para 30 de setembro de 2026, às 13h, pela plataforma Compras.gov. Como essa data é anterior à publicação desta matéria, a situação atual do certame precisa ser acompanhada nos canais oficiais do município. A página consultada não informa, por si só, se houve atualização, suspensão, republicação ou conclusão da sessão.
O resultado da contratação deverá indicar a empresa ou o consórcio responsável pelo desenvolvimento dos projetos. Até que essa etapa seja formalizada e os documentos técnicos sejam produzidos, ainda não há, nas informações divulgadas, um cronograma para o início das obras físicas ou uma previsão de reabertura do parque.
Para Londrina, a reconstrução reúne desafios de recuperação ambiental, qualificação de espaço público e uso de tecnologia no planejamento. A combinação entre BIM, acessibilidade, paisagismo e equipamentos de visitação poderá orientar uma nova configuração para o Parque Daisaku Ikeda, mas a efetiva transformação do local dependerá das próximas fases administrativas, técnicas e executivas.



